A poesia brasileira, como toda a literatura nacional, também está dividida em vários
movimentos literários.
O primeiro movimento é o
Barroco, cujo principal poeta é
Gregório de Matos, que chegaram aos dias atuais pela tradição oral, já que nunca publicou em vida. O marco inicial do barroco é o poema
Prosopopéia, de
Bento Teixeira, com estilo inspirado em
Camões. Também dessa época é o primeiro livro impresso por um autor nascido no Brasil, Música do Parnaso, de
Manuel Botelho de Oliveira.
A seguir, considera-se que inicia-se o
arcadismo, que em
Portugal tem em
Bocage seu principal representante. No Brasil, poetas como
Cláudio Manuel da Costa,
Tomás Antônio Gonzaga, criador de
Marília de Dirceu e
Alvarenga Peixoto.
Após o
arcadismo vem a fase
romântica, com pelo menos três gerações, contando com poemas que evocam o patriotismo, como Canção do Exílio de
Gonçalves Dias, da primeira geração. Na segunda geração, poetas como
Álvares de Azevedo apresentam uma certa obsessão pela morte. Na terceira geração aparece
Castro Alves, um dos mais conceituados poetas brasileiros de todos os tempos, autor de
Navio Negreiro. Era a época dos escritores
abolicionistas.
Segue-se uma época de formalismo extremo, o
parnasianismo, cuja estrela máxima é certamente
Olavo Bilac. Esse movimento viria a diminuir em muito a influência do
simbolismo, de
Cruz e Sousa e Gilka Machado, uma das raras presenças femininas na literatura brasileiras antes até o
século XX.
O
parnasianismo viria a ser fortemente combatido pelos
modernistas, causando grande polêmica que resultaria em um racha na cultura nacional. Os
modernistas pregavam a destruição da estética anterior e praticamente assumem a liderança do movimento cultural brasileiro com a
Semana de Arte Moderna em 1922. São poetas como
Oswald de Andrade,
Mário de Andrade, líderes do movimento, e
Manuel Bandeira, que se juntaria mais tarde. É o
modernismo que domina a cultura brasileira do século XX, passando por mais duas gerações com poetas como
Carlos Drummond de Andrade,
Vinícius de Moraes,
Cecília Meireles,
Murilo Mendes e
Jorge de Lima na segunda geração e Péricles Eugênio da Silva Ramos,
Domingos Carvalho da Silva e
Lêdo Ivo na terceira.
O modernismo acabou levando ao
concretismo, com poetas como
Ferreira Gullar e
Haroldo de Campos.
A poesia contemporânea apresenta nomes como
Paulo Leminski,
Patativa do Assaré,
Ana Cristina César,
Adélia Prado e
Mário Quintana, entre outros. Poetas como
Ferreira Gullar e
Manoel de Barros têm sido nomes mais aclamados nos círculos literários nacionais, tendo o primeiro sido indicado para o
Prêmio Nobel de Literatura. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Movimentos literários